Quanto mais lemos mais percebemos o tamanho do reflexo que a educação e o currículo adotado pelas escolas reflete nas relações que observamos para além dos muros das escola. Nas relações das pessoas com a natureza não é diferente. O afastamento observado e até mesmo a dissociação que as próprias pessoas fazem, não se achando parte constituinte da natureza também é fruto do sistema educacional que estamos inseridos, grande responsável pela formação de quem somos.
Para isso, recomendamos a leitura de uma reflexão presente em um artigo leve e curto para refletirmos mais um pouco a respeito do que assunto:
"A reflexão sobre o meio ambiente assumiu deste o último século um
espaço importante na política mundial, nas organizações não governamentais
(ongs) e, sobretudo, no ambiente educacional como tema transversal, no
currículo escolar.
Entende-se por meio ambiente um conceito complexo, pois tudo que
está inserido no contexto social, tem ligação direta com o meio. Muito mais do
que a concepção de vida e natureza, encontra-se nesta fusão, a relação da
humanidade e desenvolvimento sustentável.
De acordo com os Parâmetros curriculares Nacionais - PCNs (1997, p.
26) sobre meio ambiente e saúde, o conceito está estabelecido como uma
representação social. “É uma visão que evolui no tempo e depende do grupo
social em que é utilizada.”
OLIVEIRA, Cristiano José de. A educação ambiental no currículo escolar: Uma articulação ética social
do conceito de meio ambiente
Em seu tempo livre com qual frequência você busca ter contato com a natureza?
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a EA
Segue abaixo o link onde podemos pautar o assunto tratado e refletirmos sobre o quanto seguimos as Diretrizes Curriculares Nacionais no que diz respeito a Educação Ambiental, nas nossas práticas pedagógicas:
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao13.pdf
Este documento serve como aparato também para o texto publicado anteriormente.
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao13.pdf
Este documento serve como aparato também para o texto publicado anteriormente.
Currículo nesse panorama
Para começarmos a pensar no papel do educador nesse sistema anteriormente citado, é necessário que pensemos em currículo.
Antes de mais nada: O que é Currículo?
O currículo é algo construído socialmente, no sentido de estar completamente ligado a determinado momento histórico, à uma dada sociedade e às relações pessoais que se adquire com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são enxergados como profundamente envolvidos com o processo cultural, como construção de identidades locais e nacionais.
Nessa perspectiva vemos como o currículo é fundamental ao pensarmos as relações estabelecidas entre as pessoas e a natureza.Nos encontramos em um mundo onde só é valorizado os aprendizados que despertam algum tipo de lucro, fora isso, nada mais importa.
Os currículos dentro das escolas nos reflete isso de maneira muito clara. Facilmente podemos estabelecer as relações entre Currículo, Ideologia e Poder, ao pensarmos na educação ambiental.
Quando falamos de educação dentro das escolas, em sua grande maioria, somente é citado a mesma de modo a pensar como é possível adquirir capital a partir da exploração da mesma. E mesmo quando não diretamente desse modo, é ensinado como podemos dividir uma árvore e como nomear cada uma dessas partes e não como podemos desfrutar de seus frutos, sua sombra e instigar aos alunos a sentir o cheiro prazeroso que as flores nos trazem.
Porém, o maior interesse não é valorizar as vivências e conhecimentos pessoais de cada um, mas sim os interesses daqueles que possuem o poder, aqueles que detêm o capital e almejam mais.
Essa postura é reforçada pelo currículo, que grande parte, acredita na necessidade de introjetar a fabrica de trabalhadores que produzam lucro e não que pensem de modo critico e valorizem a qualidade de vida que possuem, que valorizem a natureza e as coisas boas que a mesma trás.
Mas para que tudo isso seja possível, os professores regentes nessas situações também precisam sair da caixinha da mesmice onde muitas vezes estão inseridos (pois esse panorama bitolante atinge toda uma sociedade, inclusive os professores) e mudar o conteúdo e o modo de ensina-lo que estão adaptados
Assim como DELIZOCOV(2014) cita em sua obra ,"Mudanças neste tipo de concepção curricular representam desafios, para a maioria dos docentes formadores. No entanto, são desafios que ainda precisam ser estabelecidos para que propostas curriculares e de programas de ensino não se reduzam apenas à dimensão da abordagem conceitual."
Loureiro, Carlos Frederico B.; Torres, Juliana Rezende. Educação Ambiental - Dialogando Com Paulo Freire. Editora Cortez, 2014
Antes de mais nada: O que é Currículo?
O currículo é algo construído socialmente, no sentido de estar completamente ligado a determinado momento histórico, à uma dada sociedade e às relações pessoais que se adquire com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são enxergados como profundamente envolvidos com o processo cultural, como construção de identidades locais e nacionais.
Nessa perspectiva vemos como o currículo é fundamental ao pensarmos as relações estabelecidas entre as pessoas e a natureza.Nos encontramos em um mundo onde só é valorizado os aprendizados que despertam algum tipo de lucro, fora isso, nada mais importa.
Os currículos dentro das escolas nos reflete isso de maneira muito clara. Facilmente podemos estabelecer as relações entre Currículo, Ideologia e Poder, ao pensarmos na educação ambiental.
Quando falamos de educação dentro das escolas, em sua grande maioria, somente é citado a mesma de modo a pensar como é possível adquirir capital a partir da exploração da mesma. E mesmo quando não diretamente desse modo, é ensinado como podemos dividir uma árvore e como nomear cada uma dessas partes e não como podemos desfrutar de seus frutos, sua sombra e instigar aos alunos a sentir o cheiro prazeroso que as flores nos trazem.
Porém, o maior interesse não é valorizar as vivências e conhecimentos pessoais de cada um, mas sim os interesses daqueles que possuem o poder, aqueles que detêm o capital e almejam mais.
Essa postura é reforçada pelo currículo, que grande parte, acredita na necessidade de introjetar a fabrica de trabalhadores que produzam lucro e não que pensem de modo critico e valorizem a qualidade de vida que possuem, que valorizem a natureza e as coisas boas que a mesma trás.
Mas para que tudo isso seja possível, os professores regentes nessas situações também precisam sair da caixinha da mesmice onde muitas vezes estão inseridos (pois esse panorama bitolante atinge toda uma sociedade, inclusive os professores) e mudar o conteúdo e o modo de ensina-lo que estão adaptados
Assim como DELIZOCOV(2014) cita em sua obra ,"Mudanças neste tipo de concepção curricular representam desafios, para a maioria dos docentes formadores. No entanto, são desafios que ainda precisam ser estabelecidos para que propostas curriculares e de programas de ensino não se reduzam apenas à dimensão da abordagem conceitual."
Loureiro, Carlos Frederico B.; Torres, Juliana Rezende. Educação Ambiental - Dialogando Com Paulo Freire. Editora Cortez, 2014
domingo, 15 de novembro de 2015
Saber cientifico (?)
Abaixo podemos ter como inspiração um trecho do livro de Bartolomeu Campos de Queirós, onde nos dá a possibilidade de reflexão sobre uma questão recorrente dentro das escolas e fora dela: O Saber cientifico x Saber particular.
Em nossa sociedade, devido a perspectiva capitalista que encaramos a aprendizagem, o saber mais valorizado é o cientifico, porém o trecho abaixo vem exatamente para mostrar um outro ponto de vista, que vai contra o que observamos normalmente.
MENINO DE BELÉM
(...)
- Que menino é esse menino? - perguntou o vento.
- É o Menino de Belém - respondeu a nuvem.
- De onde vem e para onde vai? - indagou o pássaro.
- Vem das águas e viaja pela terra. Falou a árvore.
- Não tem medo da solidão? - pensou o peixe.
- Não. Ele é feito de coragem e conhece a leitura - adivinhou a chuva.
E como sabia ler esse Menino de Belém. Lia a direção dos ventos para vencer as correntezas e enchentes. Lia a cor do céu e desvendava a direção das chuvas e tempestades. Lia a cor das águas e conhecia a profundeza do rio. Lia o amor no cuidado das árvores ao madurar os seus frutos. Por desvendar a escrita da natureza, nenhum perigo visitava seu peito. Seus dias, sem o peso da tristeza, nasciam sempre cheios de auroras. E se a dúvida ameaçava de manso, ele confirmava sua leitura reparando o rumo do vôo dos pássaros, observando o caminho dos peixes, escutando o recado do silêncio. O mundo é um grande livro e precisa muitos alfabetos para desatar seus encantos.
Quem sabe assim ler, eu pensava, não carrega medo em suas andanças. Quem decifra o livro da natureza, ganha de odos e coragem. E o menino, por assim bem ler, tinha a escrita na ponta dos dedos: pescava, remava, tecia, colhia, plantava e amava. Mais nada era necessário. Sua vida estava completa. Para ser rico é preciso quase nada. E vivia feliz, o Menino de Belém, navegando nas mesmas águas dos irmãos do Ver-o-Peso. Escreviam juntos suas histórias na linha longe do horizonte liquido, onde o coração decifra tantos sinais.
Ah! Menino de Belém, como invejo sua fortuna de ter o Amazonas como mestre. Invejo sua escola com paredes de água e céu. Escola enfeitada de floresta e estações, ensinando tantos alfabetos e leituras para melhor surpreender a vida em cada instante. Como sonho em ter como meus os seus companheiros: aves, peixes, vento, árvores, nuvens e estrelas. Admiro sua coragem ao vencer esse mar de águas sonhando com o reino da cobra-grande e Iara. Como desejo possuir seu desmedo em passear entre a matinta-pereira, o curupira, o boto, com a alma clara. E mais ciúmes eu sinto pelo seu amor ao mundo.
Ah! Menino de Belém, diante de você não sei nada!
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Menino de Belém. Rio de Janeiro: Editora Moderna, 2003
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Reportagem: Elas querem estar na natureza!
Pesquisando sobre o assunto encontramos uma reportagem muito bacana. Que foi publicado na revista Época em 2010.
Música para refletir
Acima podemos ouvir uma música que está diretamente ligada ao propósito de discussão do nosso blog.
Nela encontramos inspiração para pensarmos em como o consumismo nos faz colocar em primeiro, de forma egoísta, nossos interesses imediatistas, deixando de lado a natureza.
Logo em seguida podemos refletir sobre como nós, no papel de educadores, estamos lidando com essa situação e influenciando na propagação desse pensamento capitalista.
Agora é só ouvir a música. Boa degustação! ;)
Abaixo a letra:
Tá? - Mariana Aydar
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores dos corais na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna, um animal tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Eu vou denunciar a sua ação nefas
Você amarga o mar, desflora a flores
Por onde você passa, o ar você empes
Não tem medida a sua ação imediatis
Não tem limite o seu sonho consumis
Você deixou na mata uma ferida expos
Você descore as cores do coral na cos
Você aquece a Terra e enriquece a cus
Do roubo, do futuro e da beleza, augus
Mas do que vale tal riqueza?
Grande bos
Parece que de neto seu você não gos
Você decreta a morte, a vida indevis
Você declara guerra, paz, por mais bem quis
Não há em toda fauna animal, um tão bes
Mas já tem gente vendo que você não pres
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Não vou dizer seu nome porque me desgas
Pra bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Bom entendedor, meia palavra bas
Pra bom entendedor, meia palavra bas... ta!
“Um dia a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os
peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando este dia chegar, os índios
perderão no seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência
pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para
terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”
(Profecia feita há mais de 200 anos por Olhos de Fogo,uma velha índia Cree)
Trecho do texto: Crianças da Natureza- Léa Tiriba disponível em: https://docs.google.com/file/d/0B7qYVDuJUaOKNWYxZTRkMzktZjRhYS00M2JkLTg3MDYtMTI2ZjE4NWNkNzk4/edit?sort=name&layout=list&pid=0B-MJ6NTxhXjvMzYyNjgwYzEtODM0YS00NjRiLTg0MmItMzYyZmVkMGEyZThm&cindex=6
peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando este dia chegar, os índios
perderão no seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência
pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para
terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”
(Profecia feita há mais de 200 anos por Olhos de Fogo,uma velha índia Cree)
Trecho do texto: Crianças da Natureza- Léa Tiriba disponível em: https://docs.google.com/file/d/0B7qYVDuJUaOKNWYxZTRkMzktZjRhYS00M2JkLTg3MDYtMTI2ZjE4NWNkNzk4/edit?sort=name&layout=list&pid=0B-MJ6NTxhXjvMzYyNjgwYzEtODM0YS00NjRiLTg0MmItMzYyZmVkMGEyZThm&cindex=6
Quem somos?
Boa noite,
somos alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO e criamos esse blog para a disciplina Informática e Educação. Vamos compartilhar com vocês parte das nossas criações ao longo do segundo semestre de 2015.
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